domingo, 15 de junho de 2008

Não tenho nada

Mas tudo que quero Se faz presente Aquecendo minha alma Alimentando meu dia Mesmo que meus bolsos Continuem vazios... Meus amores se perdem Em meio há multidão Alguns dividem sonhos Outros apenas deixam O amargo sabor da desilusão Sempre me entrego inteira Sem mirar o abandono. Sofro... Com o coração mudo Espero o tempo amenizar a dor Se perdôo ou não... Não paro para analisar Só não me deixo despencar No precipício, que a mente Cria, para suicidar a alma. E assim passo os dias No calendário do meu viver Uns são desérticos, silenciosos Outros, imperam ruídos de espectros Alguns explodem em luz e cores Mas, todos têm momentos de paz Pra renovar a alma! Apenas me deixo viajar Neste comboio pela vida Onde episódios correm soltos Por corredores, ora sombrios Ora iluminados... Deixando rastros invisíveis Aos olhos de meros mortais!

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