quarta-feira, 18 de junho de 2008

Não há paixão que dure

Não há sonhos em branco Não há alguém que não ceda Diante de encantos... Não há alma que freie Impulsos de desejo Não há quem segure olhares, Quem não se precipite ao beijo. Não há quem siga ao vento Por mera distração Há aqueles que dele fazem temporal, Mesmo sob o mais intenso clarão... Não há quem fixe e não arda, À olhares entrelaçados de medo... Há aqueles que deixam-se perder, Por conta de seus segredos... Não há penumbra hostil, Que não venha acompanhada De frutos nostálgicos , Face da pessoa amada! Não há quem pressupõe Algum dia mudar seu turno, Estando diante daquilo que Lhe faz perder o rumo!

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