Que todo mundo sofre, a gente pode imaginar.
Sinceramente, creio que não haja sequer um ser vivo nesta dimensão que não sofra.
Jesus Cristo sofreu, Dalai Lama sofreu, Bin Laden sofre, Angelina Jolie e Brad Pitt sofrem, Bill Gates sofre, Xuxa sofre, eu sofro e suponho que você também...
Então, esse danado de sofrimento tem de servir para algo de bom!
Mas depende de nós, de como reagimos à dor, de como encaramos os momentos de angústia e aflição...
Aprender a transformar a dor em amadurecimento é uma tarefa que exige topete, como diria minha avó!
E parto do princípio de que existem três caminhos para lidar com ela, sendo que apenas um deles pode nos conduzir a uma condição realmente válida: a transformação do sofrimento em consciência e, conseqüentemente, em felicidade:
1- Fingir que não estamos sofrendo, desconectarmos-nos da dor, vestirmos uma armadura e simplesmente não entrarmos em contato com aquilo que nos machuca e nos faz perceber o quanto não sabemos lidar com a situação e, portanto, o quanto ainda temos o que aprender...
2- Sofrer exageradamente, descabidamente, nos perdendo e nos desrespeitando; passarmos a implorar pela atenção e pela piedade do outro; ignorar nossa auto-estima e, por fim, mais do que nos despedaçarmos para depois nos recompor, permitir que a dor nos faça desmanchar, até que já não mais saibamos quem realmente somos...
3- Sofrer intensa e dignamente, até compreender e assimilar que a dor é um aprendizado, um amadurecimento, um convite ao mundo de gente grande; usar a dor para evoluir, fazer diferente, reconhecer nossas limitações e transcendê-las...
Claro que a terceira opção é a mais difícil; é como arrancar a ferida sem anestesia, porque não há remédio que alivie; é fundamental sentir o que há para ser sentido, sem mascarar, sem amortecer.
Sendo assim, só existe uma coisa a fazer: encarar a si mesmo e sofrer até que desabroche o grande ensinamento.
Eis aí a mais pura e eficiente sabedoria.
Todos os problemas resolvidos?
De forma alguma.
A vida é cíclica.
O universo é perfeito; e se aqui estamos para nos tornarmos melhores, haveremos de entrar no ritmo de uma dança que intercala alegria e tristeza, amor e indiferença, equívocos e acertos, dor e felicidade, num compasso que pede, enfim, cada vez mais felicidade e menos dor!
Como?
Estando atentos todos os dias.
Admitindo os erros e nos acolhendo.
Reconhecendo o crescimento e festejando.
Olhando para isso tudo do modo mais carinhoso que conseguirmos, sem desistir: o trabalho é de formiga, dia a dia, passo a passo, sem nunca parar...
É assim: a gente repete o erro várias e várias vezes, porque uma coisa é saber e a outra é sentir e fazer...
Primeiro a gente descobre que está fazendo errado; aí tenta fazer o certo, mas ainda não sente e erra de novo.
Até que, um belo dia, a gente acorda e pensa: por que é que estou fazendo isso desse jeito?
Cai a ficha, finalmente, e daí não tem mais jeito, a gente acerta, acerta, acerta...
Só que, num outro belo dia, algo acontece e a gente se fragiliza e quando vê, está lá, errando de novo.
E assim caminha a humanidade...
O segredo?
Acertar mais vezes do que errar, porque acertar sempre é impossível.
É por isso que o caminho não tem fim, porque a gente nunca sabe tudo...
Num dia, está lá em cima, noutro dia, lá em baixo...
É o paradoxo que nos dá a noção do que realmente desejamos...
Por essas e outras, mais do que se culpar ou se afogar em lágrimas deliberadamente, procure saber e sentir, viver e agir, amar e, a despeito dos inevitáveis enganos, tentar de novo e nunca desistir, porque o objetivo é ser melhor e ser feliz!
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
VOCÊ SOFRE PARA APRENDER OU PARA SE PERDER OU SIMPLESMENTE NÃO SOFRE?
Que todo mundo sofre, a gente pode imaginar.
Sinceramente, creio que não haja sequer um ser vivo nesta dimensão que não sofra.
Jesus Cristo sofreu, Dalai Lama sofreu, Bin Laden sofre, Angelina Jolie e Brad Pitt sofrem, Bill Gates sofre, Xuxa sofre, eu sofro e suponho que você também...
Então, esse danado de sofrimento tem de servir para algo de bom!
Mas depende de nós, de como reagimos à dor, de como encaramos os momentos de angústia e aflição...
Aprender a transformar a dor em amadurecimento é uma tarefa que exige topete, como diria minha avó!
E parto do princípio de que existem três caminhos para lidar com ela, sendo que apenas um deles pode nos conduzir a uma condição realmente válida: a transformação do sofrimento em consciência e, conseqüentemente, em felicidade:
1- Fingir que não estamos sofrendo, desconectarmos-nos da dor, vestirmos uma armadura e simplesmente não entrarmos em contato com aquilo que nos machuca e nos faz perceber o quanto não sabemos lidar com a situação e, portanto, o quanto ainda temos o que aprender...
2- Sofrer exageradamente, descabidamente, nos perdendo e nos desrespeitando; passarmos a implorar pela atenção e pela piedade do outro; ignorar nossa auto-estima e, por fim, mais do que nos despedaçarmos para depois nos recompor, permitir que a dor nos faça desmanchar, até que já não mais saibamos quem realmente somos...
3- Sofrer intensa e dignamente, até compreender e assimilar que a dor é um aprendizado, um amadurecimento, um convite ao mundo de gente grande; usar a dor para evoluir, fazer diferente, reconhecer nossas limitações e transcendê-las...
Claro que a terceira opção é a mais difícil; é como arrancar a ferida sem anestesia, porque não há remédio que alivie; é fundamental sentir o que há para ser sentido, sem mascarar, sem amortecer.
Sendo assim, só existe uma coisa a fazer: encarar a si mesmo e sofrer até que desabroche o grande ensinamento.
Eis aí a mais pura e eficiente sabedoria.
Todos os problemas resolvidos?
De forma alguma.
A vida é cíclica.
O universo é perfeito; e se aqui estamos para nos tornarmos melhores, haveremos de entrar no ritmo de uma dança que intercala alegria e tristeza, amor e indiferença, equívocos e acertos, dor e felicidade, num compasso que pede, enfim, cada vez mais felicidade e menos dor!
Como?
Estando atentos todos os dias.
Admitindo os erros e nos acolhendo.
Reconhecendo o crescimento e festejando.
Olhando para isso tudo do modo mais carinhoso que conseguirmos, sem desistir: o trabalho é de formiga, dia a dia, passo a passo, sem nunca parar...
É assim: a gente repete o erro várias e várias vezes, porque uma coisa é saber e a outra é sentir e fazer...
Primeiro a gente descobre que está fazendo errado; aí tenta fazer o certo, mas ainda não sente e erra de novo.
Até que, um belo dia, a gente acorda e pensa: por que é que estou fazendo isso desse jeito?
Cai a ficha, finalmente, e daí não tem mais jeito, a gente acerta, acerta, acerta...
Só que, num outro belo dia, algo acontece e a gente se fragiliza e quando vê, está lá, errando de novo.
E assim caminha a humanidade...
O segredo?
Acertar mais vezes do que errar, porque acertar sempre é impossível.
É por isso que o caminho não tem fim, porque a gente nunca sabe tudo...
Num dia, está lá em cima, noutro dia, lá em baixo...
É o paradoxo que nos dá a noção do que realmente desejamos...
Por essas e outras, mais do que se culpar ou se afogar em lágrimas deliberadamente, procure saber e sentir, viver e agir, amar e, a despeito dos inevitáveis enganos, tentar de novo e nunca desistir, porque o objetivo é ser melhor e ser feliz!
SERÁ QUE EU PRECISO?
Será que precisamos de tudo aquilo que desejamos ter?
Você já parou para pensar sobre isso?
Eis uma reflexão que necessita de nossa atenção, e que irá colocar em análise muitos de nossos valores.
Lembramos de uma passagem narrando que Mahatma Gandhi, depois de ter
conseguido a independência da Índia, fez uma visita à Inglaterra.
Passeava com algumas pessoas pelas ruas de Londres, quando sua atenção foi atraída para a vitrine de uma famosa joalheria.
E ali ficou Gandhi, olhando as pedras preciosas e as jóias ricamente trabalhadas.
O dono da joalheria imediatamente o reconheceu, e foi até a rua saudá-lo:
Muito me honra que o Mahatma esteja aqui, contemplando o nosso trabalho - disse ele. Temos muitas coisas de imenso valor, beleza e arte, e gostaríamos de oferecer-lhe algo.
Sim, estou admirado com tanta maravilha - respondeu Gandhi. E, mais ainda, estou surpreso comigo, pois ainda consigo viver e ser respeitado sem precisar usar jóias.
Outro espírito muito sábio também se refere a estas mesmas questões.
O Dalai Lama, em sua obra "A arte da felicidade", traz observações e apontamentos sobre isso, propondo a seguinte prática:
Toda vez que estivermos diante de algo que desejamos adquirir, algo que nos desperte o desejo, a vontade, indaguemos a nós mesmos: será que eu preciso disso?
Se nos deixarmos levar por um primeiro impulso responderemos "sim, é claro que preciso", pois ainda não racionalizamos nada.
Agora, se pensarmos um pouco mais, e deixar este primeiro ímpeto para trás, conseguiremos descobrir se realmente estamos precisando daquilo.
Assim, assegura-nos o líder tibetano que não seremos facilmente seduzidos pelas conquistas materiais, que tendem a querer nos escravizar.
Nosso ser é frágil, e ainda acha que precisa de recursos externos para assegurar sua felicidade. A baixa auto-estima, por vezes nos faz procurar no mundo algo que consiga elevá-la.
Comprar roupas, carros, jóias, pode trazer uma certa satisfação às nossas vidas, mas ela será apenas momentânea, e logo que o encanto com o novo passe, voltaremos ao nosso anterior estágio de felicidade.
O ser que busca a espiritualização, vai encontrar os recursos para construir sua felicidade naquilo que não é matéria, vai encontrar a satisfação nos sentimentos, nas ações nobres que pratique em favor do
outro, numa conversa amiga, na contemplação da natureza.
O ser que busca a espiritualização precisa rever seus valores, e não ceder aos apelos da mídia e dos modismos, conseguindo assim alicerçar sua felicidade em terreno seguro.
O sábio dos sábios um dia ensinou: "não ajunteis tesouros na Terra, onde a traça e a ferrugem destroem, e onde os ladrões arrombam e roubam. Mas, ajuntai tesouros no Céu, onde nem a ferrugem destrói, e
onde os ladrões não arrombam e nem roubam.
Pois onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração"
Falar de amor
Falar de amor significa falar de Deus
Da harmonia que envolve os filhos Seus.
Falar de amor significa falar da vida
Da força que põe a alma sempre para cima.
Falar de amor significa falar de nossas relações
Daquelas que nos faz viver as mais belas emoções.
Falar de amor significa falar da natureza
Da energia que transforma tudo em beleza.
Falar de amor significa falar do progresso
Do trabalho que resulta em sucesso.
Falar de amor significa falar de ação.
Da vida que está em continua movimentação.
Oh! belo Amor
Tu és a força do Criador
És o único agente
que pode suprimir a dor.
Abraço fraterno
AS RAZÕES DO CORAÇÃO
O coração pensa. Pensa sim, embora muitos achem que não. Ele apenas não reflete...
Entre pensar e refletir existe uma distância enorme. Quem pensa, pensa; quem reflete, mede conseqüências. E conseqüência é uma palavra que o coração desconhece.
Se o próprio amor conhece mil razões para se deixar levar pelo barco da situação, o coração, este, conhece milhares delas. Mesmo se nem disso ele é consciente. Ele sente e pronto.
Futuro? O que é o futuro? Ta tão distante que a vista não alcança; passado, desconhecido. O que dizem, o que pensam não conta. Mesmo o presente é limitado, pois resume-se ao sentimento de amar e de querer. Nada mais.
Coração vive de emoção, daquilo que é a razão mesmo do que o faz vibrar. Quando ele é o guia, perdemos todo o controle do que somos, do que pensamos, do que queremos.
Só uma água é capaz de matar essa sede: o prazer de ver-se no ser amado, de sentir-se no ser amado, de viver e morrer pelo ser amado. Nada mais no mundo importa.
Só mesmo o coração é capaz de tantos erros e tantas desculpas, tantas mágoas e tantos perdões, tantas condenações e tantas absolvições.
Pensando em ti
Quando o sol a cende a chama
Da minha alma a buscar
O meu coração se aquece
No brilho do seu olhar
Não importa a distância
Nem onde voce está
O meu amor é tão grande
Se lança perante o mar
Eu te trago vida minha
Por onde o vento passar
Por onde os sonhos alcançam
Onde uma estrela brilhar
No pensamento, na alma
Nos versos que eu criar
No desejo mais profundo
Que me levam pra te amar
QUEM AMA A ROSA
Quem ama a rosa, ama completamente.
Quem ama a rosa, a ama inteiramente e não somente pelo colorido das suas pétalas, a beleza da sua forma ou a suavidade do seu perfume.
Quem ama a rosa, não ignora os espinhos e não precisa suportá-los, pois amor não exige sacrifício, ele exige aceitação.
Não existem pessoas perfeitas e mesmo para aquelas que mais se assemelham ao nosso ideal de beleza física e interior, o tempo passa e a vida vai deixando marcas.
Se amamos somente a beleza, amamos somente o efêmero e efêmeros são nossos sentimentos.
Quem ama hoje, deve se preparar para amar ainda quando a pessoa amada tiver perdido o viço ou mesmo a saúde, pois uma rosa nasce e morre rosa e aos olhos amorosos muda a forma, nunca a essência.
Quem realmente ama a rosa, ama a vida toda.
EU NADA SEI
Não sei escrever tudo o que sinto, mas sei sentir com um amor imenso cada pedacinho da vida.
Não sei amar de morrer porque para mim amar é viver.
Não sei sonhar todos os meus sonhos, só sei sonhar o que o meu coração pede.
Não sei dar tudo de mim, mas me esforço para dar o que posso.
Não sei quase nada da vida, mas sei que é bom existir.
Tudo o que eu sei é que a vida é linda e que enquanto houver um mínimo de ternura para oferecer, a vida vale a pena viver.
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